A SABEDORIA ESTÁ NO SABOR DA EXPERIÊNCIA

 

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Domingo, Janeiro 31, 2010


Despedida do Peregrino

Recebi alguns e-mails solicitando para eu não abandonar o Blog Peregrino Aprendiz. Pensei muito sobre isso. Refleti sobre o desprendimento, a importância de deixar ir, em aceitar o fluxo da partida. Sem dúvida, não é fácil abdicar-se de um hábito. Somos instigados à repetição, porque dá trabalho modificar padrões, criar novos caminhos.
Porém, eu sempre gostei de estar ao seu lado, mesmo conhecendo o silêncio de suas palavras. Então, resolvi enveredar por outros espaços. Dessa vez, escreverei sobre o meu próprio tempo. Explicarei isso por lá. Quero, agora, convidá-lo a conhecer o meu novo cenário, e saber se você gostou, ou se acha que devo mudar algo.
Aguardo sua visita e opinião.

O endereço é:


www.pedronotempo.blogspot.com




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Quinta-feira, Janeiro 21, 2010


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Quarta-feira, Janeiro 13, 2010




O tempo deste Blog está terminando.
Tudo tem fim.



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Sábado, Janeiro 09, 2010


Feliz Dia Qualquer do Ano Novo




Christmas Tree by Andy Warhol

Já estamos em janeiro e o tempo agora parece passar como um flash de câmera fotográfica. Tudo se esvai muito mais rápido do que antes. Sem dúvida, o relógio continua o mesmo, a mecânica é a mesma, mas a percepção é diferente. O tempo agora não voa mais, ele pisca.

A árvore de Natal continua ali no canto da sala, e ninguém se motiva a desarmá-la. Ela fica ali sem sentido, pois se referencia a um passado. Ela está solitária, sem nenhum presente em seus pés a abrilhantar a data. O brilho se chamuscou em lembranças. À noite, ela permanece apagada, ninguém chega até ela para plugá-la na tomada. O passado ficou na escuridão.

Por que é tão difícil desmontar uma árvore de Natal? É simples responder. Não valorizamos um trabalho sem gratificação. Ao nos aproximarmos do Natal, montar a árvore é como esperar, não no sentido de expectativa, mas sim no sentido de ter esperança. Carregamos em nós a necessidade da luz e do brilho; o nascimento de novas eras, com mais realizações do que antes. Todavia, a mudança é muito mais sutil e demorada do que imaginamos. É só refletir àquilo que foi desejado anos atrás. O desejo continua lá. Pode ser diferente, mas no sentido mais profundo, ainda continuamos a desejar o que sempre desejamos: a Paz. Queremos uma vida melhor não é para ter mais coisas do que já possuímos, queremos mais na tentativa de ter paz. Temos receio de que algo nos falte e, portanto, ficarmos vulneráveis. Temos medo de nossa fragilidade. Por isso, achamos que não podemos perder o controle da situação, não largamos as nossas histórias, permanecendo assim com os nossos mesmos desejos anos a fio.

Quantas vezes montamos e desmontamos uma árvore de Natal? Cada ano que passa, compramos mais geringonças para pendurar nela. E cada ano ela fica mais trabalhosa para desmontar. São bolas maiores, brinquedinhos brilhosos a soltar purpurina, cara de Papai Noel com os bigodes amarelados de anos passados, e novos bonecos de neve branquinhos pela novidade. Porém, quanto mais temos, mais trabalhoso se torna arrumar o que se conseguiu em seus lugares devidos. E a pergunta reverbera: Quem terá a motivação de desmontar a árvore, se agora não existe mais o quê a se comemorar?

Tudo perde sentido no tempo, e nós continuamos a correr atrás dele. Inventamos nossos significados ao invés de observá-los naquilo que fazemos. Desmontar a árvore é também encontrar significado, por que não seria? Somos inventivos e podemos brincar, mesmo que isso seja apenas para ser em uma noite feliz de um dia qualquer do Ano Novo.



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Domingo, Janeiro 03, 2010


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Terça-feira, Dezembro 29, 2009


Os Melhores de 2009


O ano está no fim e, como de costume, penso na lista dos melhores livros, filmes, músicas que tive o prazer de ter conhecido. Nem sempre são livros, músicas ou filmes novos, lançados no ano de 2009, mas sim o que consegui acessar.

Livros:



De cabeça aberta

Conhecendo o cérebro para entender a personalidade humana

Steven Johnson
Editora Jorge Zahar

Numa mistura de reportagem, relato pessoal e pesquisa, Steven Johnson descreve como seria (porque nada sabemos com certeza) a dinâmica do cérebro humano. Ele descreve as substâncias químicas, estruturas e atividades de rotina, e como isso se relaciona com a nossa vida cotidiana. O autor acredita que aprender a respeito do cérebro pode aumentar nossa percepção sobre nós mesmos. Concordo com ele e, sobretudo, sei o quanto isso nos auxilia compreender os nossos próprios processos. Principalmente entender que nada é o que pensamos ser. O mundo do pensamento é somente um mundo paralelo. Enquanto o que experimentamos se mostra de modo totalmente diferente.

Em De cabeça aberta, Johnson experimenta os conhecimentos em si próprio. Ele participa de uma bateria de testes de atenção, aprende a controlar um videogame alterando suas ondas cerebrais e submete seu cérebro a um exame de ressonância magnética funcional. Tudo em busca de uma resposta para uma das questões mais antigas da humanidade: quem sou eu?
Sem dúvida, ele não chega à conclusão sobre quem ele é. Mas, o autor tenta. Como também tenta explicar qual a química cerebral por trás do amor e do sexo e revela como interpretamos atos e sentimentos das pessoas com as quais convivemos.

O interessante do livro é que Steven Johnson não é um neurocientista, ele é formado em literatura e semiótica. Conheço muitos livros sobre o tema, escrito por autores da área, que na tentativa de trazer uma linguagem mais fácil ao público leigo acaba por deturpar o assunto.

Este livro, entretanto, tem uma linguagem agradável e fácil para os leigos, sem perder a fidedignidade dos estudos científicos. Temos de ter muito cuidado, pois hoje em dia são vários livros tentando explicar dados científicos, porém nem sempre são verdadeiros.

Músicas:

“Pie Jesu” do The priests

Confesso que não sou muito chegado aos talentos expostos pela mídia. Tenho certo cuidado com o que a mídia me traz. Mas, o desempenho dos Padres Eugene, Martin O'Hagan, que são irmãos, e David Delargy, da Irlanda do Norte, conseguiu me impressionar com a música Pie Jesu. Os Sacerdotes gravaram todas as faixas do primeiro álbum com a Academia Filarmónica de Roma, Coro da Basílica de São Pedro no Vaticano. Já ouvi vários intérpretes desta canção, mas eles deram algo a mais.


Filme:




A partida

• título original:Okuribito
• gênero:Drama
• duração:02 hs 10 min
• ano de lançamento:2008
• site oficial:http://www.departures-themovie.com/

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2009, filme conta a história de um violoncelista que volta à cidade natal com a esposa depois que a orquestra onde toca é dissolvida. Lá, começa a trabalhar como funcionário funerário e fica extremamente orgulhoso de sua nova profissão, apesar das críticas dos que o rodeiam.

Eu gosto dos filmes japoneses, mas tenho de estar preparado para assisti-los, porque comumente são lentos. Eles demonstram parte de uma cultura totalmente diversa de meus códigos culturais. Porém, A partida é diferente dos outros filmes japoneses. Ele é dinâmico e sensivelmente marcante. Discorrer sobre o tema da morte não é tarefa fácil. Contudo, o diretor Yojiro Takita consegue atravessar o peito do espectador com maestria. A música é linda, as cenas envolventes, o enredo fascinante.
Quem não assistiu ainda, corra para uma locadora, alugue e veja. É uma grande experiência renovadora de sentimentos.



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Segunda-feira, Dezembro 21, 2009


Livro de presente de Natal



Recebi de um paciente um livro de Clarice Lispector, uma reunião de contos, organizado por Teresa Montero, doutora em letras pela PUC-RJ. O título é Clarice na cabeceira.
Como acredito que tenho de ser real para com as pessoas que atendo, escrevi o seguinte e-mail para ele:

Dar um livro de Clarice Lispector de presente de Natal é perigoso. Ela é devoradora de consciência, perniciosa com a realidade, cortante de ilusões. Ela é de fato um pesadelo das insistências fantasiosas. Ela nos torna seres mais do que vivos, seres pungentes que a tudo sente. É como ser queimado e ter a pele em carne viva.
Muitos dos contos escritos no livro “Clarice na cabeceira” eu já conhecia, mas sendo Lispector não podemos dizer que conhecemos alguma coisa. Cada vez que a leio, mais ela me tira do céu e me traz de volta a terra, para sentir o inefável que ainda não fui possível sentir. Enfim, não desgrudo do livro. Confesso que as pessoas que aceitaram falar um pouco sobre os contos devem ter batido na cara várias vezes antes de poder colocar em palavras o que pensaram. Vários autores importantes, outros nem tanto, porém todos são derrubados pelo devastador instinto de Clarisse. Eles são fracos perante a fera que Lispector é. Salvem-se quem puder dessa horrenda mulher que nos coloca de quatro, na era dos dinossauros, quando assumimos lê-la.
De qualquer modo, quero muito agradecê-lo pela oportunidade, porque você sabe, não sou homem de temer o inevitável.

Com carinho,



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Domingo, Dezembro 06, 2009


Divirta-se agora para sofrer depois
Texto sem revisão

Texto escrito ouvindo Klaus Schulze and Lisa Gerrard - "liquid coincidence"



Edvard Munch - "O Grito"




O calor me atormenta, e as chuvas do fim de tarde são provocantes. Tenho de ir em direção à minha casa, mas antes é preciso vencer as fortes correntezas, enxurradas de resistência me fazem suar, e fico exausto. Tenho tudo, mas o preço é nadar contra um fluxo de insignificância. Não me esforço porque cansei. Não acredito em nada que seja tão importante a fim de provocar mudança pelo esforço. Pelo contrário, o esforço é empurrar paredes, elas não sairão do lugar, não temos forças para quebrá-las. Elas devem continuar onde sempre estiveram. Ninguém é tão corajoso para saber que a única viagem a valer a pena é para dentro de si mesmo. Temos de existir numa existência morna, sem muito pensar. Porque pensar nos faz sofrer. Por que sofrer se temos tantos meios para lavar a calçada em dias quentes? “Vá se distrair menino”. Isso eu escutei durante anos de minha infância, quando minha mãe não queria enfrentar a exclusão do filho gordo e diferente. Tudo bem, eu ia me distrair subindo morros íngremes, desbravar buracos misteriosos, e andar de bicicleta em alta velocidade para sentir o vento em ação. Quantas vezes me feri seriamente, mas continuei. Queria a minha essência em minhas mãos, nada ficaria para trás, nem eu mesmo poderia ter uma justificativa. À noite sentava no quarto de passar roupa para escrever o que nem mesmo eu sei o que era. Já tentei várias vezes me lembrar do que eu esqueci. Não importa, pois palavras correm ao vento, e na poeira se desfaz. Nada fica em lugar nenhum, tudo se esvai. Isto é magnífico, saber que o que penso não importa.

Tenho travado uma grande luta para mostrar a muitos que a saída é uma porta que só se abre para dentro. Olhar para si mesmo não quer dizer ter de enxergar o feio. Somos feios mesmos. Dê uma olhada no Orkut, e veja quantas fotos de gente feia achando que é bonita. Quantas pessoas desengonçadas e empanturradas de maquiagem andam nas ruas achando que estão bem. Ninguém pode estar bem num cenário ridículo como este pelo qual vivemos. Nos jornais, todos os dias, vemos cenas hilárias e trágicas, como as dos homens rezando a Deus pela benção alcançada por conseguirem roubar dinheiro público. E quando saio à rua, escuto piadas dos feirantes e motoristas de ônibus sobre o acontecido. E ainda dizem: “Ah se eu tivesse uma chance dessas!”.

Ontem ao aplicar a última prova do semestre para os alunos da faculdade de psicologia, escuto um deles dizer: “Professor, eu passei. Agora quero esquecer tudo o que aprendi.”. Eu compreendo, pensar é sofrer. E ninguém quer isso. Por isso, teremos muitos doentes, cada vez mais será comum tomar uma pílula para ser mais inteligente, outra para ser mais eficaz sexualmente, outra ainda para se esquecer de quem feriu e magoou. É preciso segurar os impulsos de dor e sofrimento, e deixar só o prazer agir. Morremos aos poucos, mas também matamos os animais indefesos para fazer um grande churrasco de confraternização de fim de ano.

O melhor é se distrair, não ser nada, só ser uma mente mediana que repete o ritmo da mediocridade social. Ainda verei muitos velhos em meu consultório buscando ajuda, porque nada sabiam durante a juventude. Ninguém se preparou para a velhice, a não ser fazer uma rechonchuda conta de previdência privada. Pelo menos agora tem como pagar os médicos e tratamentos caros. Isso dar um poder incrível.

Quando estudo filosofia (não é para passar na prova, muito menos ter título universitário) fico envergonhado por minha ignorância. Achamos que inventamos a pólvora. Por isso, não devemos contar vantagens. O que uso em minhas abordagens terapêuticas já era dito muito antes de eu pensar em ser concebido. As pessoas ficam fascinadas, achando que foi inventado por mim. Eu insisto por não ter os créditos, porque eles não são meus de fato.
O que faço melhor atualmente é confrontar uma velhice transviada, a fim de tentar dar a estas pessoas, que buscam a diversão, uma morte mais saudável.

Tudo já está escrito. A miséria humana foi muito bem transcrita por Blaise Pascal, por exemplo, falecido em 19 de agosto de 1662, com trinta e nove anos. Um alívio para ele, pois viveu angustiado com o próprio pensamento.
Hoje li algo dele que revela exatamente o momento em que vivo. Contudo, ninguém precisa ler e pensar. Isso é só uma descarga de minha mente frágil e inconveniente, por causa do calor intenso e o cansaço de tanto nadar contra as enxurradas provocadas pelas chuvas em minha cidade:


“A alma é lançada no corpo para ai fazer uma estadia de pouca duração. Sabe que é apenas uma passagem a uma viagem eterna e que só dispõe do pouco tempo que dura a vida para se preparar. Às necessidades da natureza lhe arrebatam uma parte muito grande dela. Só lhe resta muito pouco de que possa dispor. Mas, esse pouco que lhe resta a incomoda tanto e a embaraça de modo tão estranho que ela só pensa em perdê-la. É, para ela, uma pena insuportável ser obrigada a viver consigo e a pensar em si. Assim, todo o seu cuidado consiste em se esquecer de si mesma e deixar correr esse tempo tão curto e tão precioso sem reflexão, ocupando-se com coisas que a impedem de pensar nisso. Eis a origem de todas as ocupações tumultuárias dos homens e de tudo o que se chama de divertimento ou passatempo, nos quais, de fato, não se tem por fim senão deixar neles passar o tempo sem o sentir, ou antes, sem se sentir a si mesmo, e evitar, perdendo essa parte da vida, a amargura e o desgosto interior que acompanhariam necessariamente a atenção que se prestasse a si mesmo durante esse tempo. A alma não acha nada em si que a contente; não vê nada que não a aflija quando medita. É o que a constrange a transbordar-se e a procurar, na aplicação às coisas exteriores, perder a lembrança do seu estado verdadeiro. Sua alegria consiste nesse esquecimento, e basta, para torná-la miserável, obrigá-la a se ver e a estar consigo.”


"Pensamentos" – Blaise Pascal


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Domingo, Novembro 15, 2009


Semana passada eu recebi o resultado de uma pesquisa de mercado contratada pela Editora Autentica & Gutenberg, editora que publica os meus livros, sobre o interesse de pessoas acima de sessenta anos em lerem livros sobre o envelhecimento e velhice. Confesso que eu já sabia o resultado. Resumindo as observações dos pesquisados em uma única frase:

Os velhos não sabem, não querem saber, e têm raiva de quem sabe

Em 1970 Simone de Beauvoir publicou o livro A VELHICE e chocou muitos velhos. Ela disse que quando escrevia o livro e as pessoas ficavam sabendo do projeto exclamavam:

"Que ideia! Mas você não é velha!... Que tema triste...".

Simone então escreveu:

“Escrevo este livro para quebrar a conspiração do silêncio. A sociedade de consumo substitui a consciência infeliz por uma consciência feliz e reprova qualquer sentimento de culpa".

Nada mudou desde então. A única coisa a mudar é que temos muito mais velhos do que na década de 60 e 70. Quem duvida é só sair agora na rua e olhar para o primeiro transeunte.

De acordo com o resultado, parafraseando as palavras dos próprios velhos pesquisados, faço este panfleto:


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Quinta-feira, Novembro 12, 2009


Livro infantil sobre direitos dos idosos estréia coleção da Autêntica
Assessoria de Comunicação

Mostrar às crianças que o idoso também tem direito a uma vida digna e respeitada por todos. Com essa missão, de levar aos pequeninos a problemática tratada no Estatuto do Idoso, as autoras Malô Carvalho (texto) e Suzete Armani (ilustrações) lançam, pela Autêntica, o livro infantil Gente de muitos anos. A obra inaugura a coleção No Caminho da Cidadania, que irá abordar, de forma lúdica e didática, temas fundamentais para a formação de crianças. Com um texto leve e, principalmente, cativante, a publicação traz ilustrações tridimensionais, imagens moldadas com massa de modelar, montadas em pequenas cenas e fotografadas. E mais: acredita nesse recurso para chamar a atenção de garotada para os direitos dos idosos, contribuindo para a formação cidadã desses pequenos leitores. Sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o Estatuto do Idoso é um instrumento fundamental para o exercício da cidadania, desde que seja possível transformar leis e artigos em ações. E é esse o objetivo maior desta publicação.

Para Malô Carvalho, os livros da coleção tratarão de assuntos importantes para o desenvolvimento do caráter das crianças: “o objetivo da coleção No Caminho da Cidadania é apresentar às crianças situações para análise e reflexão sobre valores e atitudes fundamentais à formação moral e cidadã, por meio de exemplos do cotidiano retratados de forma lúdica e divertida. O tema ‘Idosos’, ou ‘gente de muitos anos’, deu início à materialização do meu sonho de trabalhar com as crianças. Este foi o primeiro volume da coleção a ser desenvolvido, inaugurando as temáticas sociais que pretendemos abordar: crianças, animais, professores, água, entre outros.”

De acordo com a ilustradora Suzete Armani, Gente de muitos anos surgiu com o propósito de mostrar às crianças que a velhice é um processo natural do ser humano e que todos os idosos devem ser respeitados. “O tema nasceu com a finalidade de aprofundar o relacionamento e o respeito entre as gerações”, enfatiza.

Envelhecimento em pauta

O tema central do livro Gente de Muitos Anos, o envelhecimento, suas concepções e suas possibilidades, emerge também em outros títulos da Autêntica. Destaque para o livro Envelhecer: Histórias, encontros e transformações, do gerontólogo Pedro Paulo Monteiro, indicado ao Prêmio Jabuti, em 2002. Da mesma autoria, os livros A Beleza do Corpo na dinâmica do envelhecer e Envelhecer ou morrer, eis a questão integram a coleção Envelhecer e viver, nova aposta da Editora em parceria com Pedro Paulo Monteiro, que coordenada o projeto editorial. Além destes títulos, outros dois também são referências no assunto: O sujeito não envelhece – Psicanálise e Velhice e Escrita de uma memória que não se apaga – envelhecimento e velhice, da psicanalista Ângela Mucida.



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Somos operários de nossa paisagem mental. Podemos colocar um pouco de drama aqui, comédia ali, ação e aventura acolá. Vamos criando nossa história como brincamos de origami. Se não está bom ainda, destruímos para reconstruir. A forma do mundo é assim, repleta de liberdade. Você é a criança a brincar de dar formas.

Baby Jane


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